Filas e Estadia: Como minimizar problemas

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Em vigor desde 2015, a Lei 13.103/15, que alterou a lei 11.442/07, determina que o prazo máximo para carga e descarga do veículo de transporte é de cinco horas, contadas a partir da chegada do veículo. Após esse período, será devido ao transportador (autônomo ou transportadora) a quantia equivalente a R$ 1,38 por tonelada/hora (valores sem atualização).


Vamos observar um exemplo simples: Se um veículo 09 eixos (bitrem) com capacidade de 40 toneladas permanecer por 24 horas, aguardando carga/descarga, o valor de estadia poderá ser de até R$ 1.048,80 aproximadamente.

Mesmo considerando um baixo fluxo de carregamento, os valores envolvidos são elevados para qualquer Armazém, não acha?

Ainda de acordo com essa legislação, o embarcador (Armazém) deve fornecer ao motorista documento que ateste o horário de chegada. Este documento servirá de comprovação, em caso de reclamação perante a empresa.

Em algumas unidades, é comum utilizarem uma planilha impressa para organização de fila, onde geralmente constam dados do veículo e horário de chegada. Mesmo com essa lista, é comum que haja alguns desentendimentos com motoristas, que às vezes alegam um horário diferente ou mesmo algum desgaste entre si, causados pelo desrespeito à fila. 


A melhor forma de combater esses problemas é estruturar o processo de maneira que se tenha o máximo de controle sobre a cadência da unidade armazenadora, tendo como base dois importantes pilares: 

  • Planejamento e controle da Produção (PCP)
  • Visibilidade aos Stakeholders 


Veja algumas dicas de passos que irão elevar o nível de maturidade do processo de expedição no seu Armazém:
 

1. Analisar a capacidade nominal e real de expedição da planta;

2. Levantar peso e tempo médio de carregamento por veículo;

3. Distribuir as vagas por hora, conforme as informações obtidas nos dois primeiros itens;

4. Criar controle de distribuição de vagas;

5. Solicitar que o transportador avise com antecedência o horário previsto de chegada (agendamento) por e-mail ou sistema;

6. Controlar portaria para organizar a fila e o tempo de espera;

7. Sistema de chamada de motoristas (Painel TV, Totem Autoatendimento, SMS, alto-falante ou porteiro);

8. Controlar o tempo de permanência do veículo dentro da unidade.

Sabemos que não é tão simples controlar todas essas variáveis, mas torna-se necessário entender como seu processo de expedição atual funciona e quais itens podem ser incorporados para reduzir suas fragilidades. Vários itens acima podem ser controlados através de soluções de mercado, como o TMS ou através de planilhas compartilhadas.

Comece sempre pelo básico, incorpore novos processos e novos controles, faça análises e modifique ou implemente alterações necessárias. 

E tenha sempre em mente que, mudanças de processos e de cultura exigem dedicação e persistência.

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