Classificar a amostra, não o produtor. Por quê?

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Armazéns Gerais tem por característica recepcionar grãos de vários produtores e de regiões diferentes. Mesmo quando a unidade armazenadora recebe de um único produtor, temos neste caso talhões diferentes e, portanto, grãos com qualidades diferentes.

Pelo fato dos armazéns operarem com grãos de vários clientes, é necessário  que todos os veículos sejam devidamente classificados. Caso estejam com produto fora do padrão estabelecido pelo mercado, descontos devem ser aplicados (umidade, impureza, avariados), independente da origem.

Para que uma boa classificação seja feita, é necessário que o processo de calagem

seja realizado de maneira correta, além de garantir que essa amostra seja homogeneizada e quarteada, evitando, assim, falhas na obtenção dos índices.

Na maioria das unidades armazenadoras, o processo de classificação é realizado de forma transparente, ou seja, motorista e veículo seguem para ponto de calagem. Em seguida, a amostra é disponibilizada para o classificador, que fará o manuseio da mesma para obter os índices. Após obtenção dos índices, as informações são lançadas no sistema (ERP) e repassadas manualmente para o Ticket ou boleta de classificação. Essa amostra é armazenada por um período, ficando disponível para contraprova, caso necessário.

Na sequência, o veículo segue para as moegas e será direcionado, pelo operador do local, de acordo com o resultado dos índices obtidos no passo anterior.

Em todos esses processos, temos alguns pontos de atenção que devem fazer parte do dia a dia de qualquer unidade armazenadora, que são: 

  • Operação correta do calador pneumático – Abrir e fechar o coletor no momento correto;
  • Construir um ambiente de manuseio de amostras que evitem a comunicação entre motorista e classificador,
  • Utilização do homogeneizador e quarteador nas amostras;
  • Integração do determinador de umidade e balança de precisão com o sistema (ERP), evitando inserção manual;
  • Organizar as amostras para facilitar acesso, em caso de contra prova;
  • Comunicação via rádio ou display de comunicação com moega, para evitar descarga em local indevido

Sabemos que a correta classificação é um dos principais pontos de um Armazém. Todo cuidado se faz necessário na hora criar e fiscalizar esse processo, evitando prejuízos e contratempos, tanto para os clientes como para a unidade. 

Buscar melhorias contínuas, mitigando riscos, é um dever de todo gestor, e no processo de classificação não pode ser diferente. 

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