Classificação Cega: Como tornar imparcial o processo de avaliação dos grãos

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Anteriormente, no artigo  Por que é importante classificar a Amostra, e não o Produtor, abordamos os cuidados relativos ao processo de classificação e sua importância dentro de uma unidade armazenadora.

Classificar de maneira isenta é necessário, principalmente para não impor prejuízos a nenhuma das partes. Em busca dessa isenção, temos acompanhado alguns projetos pelo país que buscam justamente levar essa imparcialidade aos processos de classificação.

Este conceito, denominado Classificação Cega, busca tornar a apuração da qualidade dos grãos um processo imparcial. Ou seja, independente do cliente, a amostra será classificada seguindo os critérios estabelecidos pelos órgãos reguladores e pelo mercado.

Para que este o objetivo seja alcançado, é necessário que haja investimento nas seguintes áreas:

  1. Modificação da estrutura de coleta de amostras
  2. Automatização de alguns processos
  3. Qualificação

No primeiro item, é importante buscar isolar o ambiente de interação entre o motorista e o classificador. Ou seja, após a coleta da amostra, o operador da classificação irá manusear os grãos, sem saber da origem dos mesmos. Isso é possível construindo a estrutura de classificação no subsolo ou uma estrutura elevada, evitando contato visual entre o motorista e o classificador.

Após o processo de calagem pneumática, os grãos coletados seguem para a sala de classificação que, sendo isolada, não permite interação entre os envolvidos neste processo.

Em relação ao segundo item, é necessário utilizar automação em três principais pontos, que são:

  • Tag (RFID) de acesso ao ambiente de classificação, garantindo que a amostra coletada faça referência ao caminhão correto e, portanto, ao cliente certo.
  • Impressão automática de código de barras para leitura e posterior lançamento dos índices da amostra. Neste ponto, o operador terá acesso apenas à tela do computador com os campos de lançamento, sem saber a origem do grão.
  • Integração dos equipamentos de medição (determinador de umidade e balança de precisão) com o ERP (sistema) da unidade, evitando digitação, o que otimiza o tempo, e combatendo a possibilidade de haver falhas.

Já no terceiro item, é fundamental que os classificadores sejam qualificados e que sigam os padrões legais e de mercado. Além disso, é essencial que ajam sempre sempre com ética, pois, dentre os processos de recepção de grãos, a classificação é um dos principais e ainda necessita de grande interação humana.

A classificação sempre teve e terá relevância na cadeia de grãos, principalmente devido à exigência do mercado consumidor, que demanda padrões cada vez mais elevados de sanidade e conformidade. 

Garantir que unidades armazenadoras e produtores estejam seguros quanto aos processos de classificação é um objetivo fundamental. 

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