Como evitar fraude de “Caminhão Fantasma” em Armazéns

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Se fizermos uma busca na internet sobre fraudes envolvendo transporte de soja em grãos, o resultado é assustador. São inúmeros casos, em diferentes regiões, alguns mais antigos, outros bem recentes. Tal situação nos mostra que, mesmo com a evolução dos processos e da tecnologia, quase todos os armazéns estão sujeitos a este tipo de prejuízo. 

Em todos os anos de experiência no setor de armazenagem de grãos, já participei de algumas auditorias que, infelizmente, levaram à comprovação dessas fraudes.

Se considerarmos um Bitrem carregado de soja no valor de R$ 70,00 a saca, temos o montante total de R$ 46.666,67. Este valor considerável pode atrair criminosos, dispostos a correr o risco. 

Existe um tipo específico de fraude que ocorre no Brasil frequentemente: O chamado“Caminhão Fantasma”. O esquema consiste em fraudar operações de descarga de grãos que, na verdade, não existem. 

Mas como isso é possível? Vejamos dois casos simples: 

  • São inseridos dados manuais na criação de pesos falsos
  • Utiliza-se o mesmo veículo sobre a balança para alimentar tickets diferentes

Uma vez que a informação é lançada no sistema (WMS) ou planilha, a empresa (trading, armazém ou cooperativa) possui uma informação falsa de saldo.

Esse saldo, uma vez oficializado via romaneio e nota, poderá ser comercializado ou embarcado. A fraude geralmente só é descoberta ao final da safra, quando ocorre o esvaziamento dos silos e a informação de saldo no sistema não condiz com a realidade.

Para evitar este tipo de prejuízo, algumas ações são bem efetivas: 

  • Garantir que nenhuma informação (peso) seja inserida manualmente nos tickets
  • Restringir a inserção direta de saldos (romaneios manuais)
  • Captura de imagem nos tickets
  • Automatização completa da captura de peso, sem intervenção humana (automação de balança rodoviária) 

As ações citadas acima evitam a ocorrência desse tipo de fraude, tornando o processo mais seguro e transparente para clientes, colaboradores e também empresários. Afinal, sabemos que a maioria das pessoas envolvidas nas atividades do Agronegócio carregam consigo ética e moral, mas é importante – e prudente – não ignorar a existência desse tipo de situação, buscando combatê-la veementemente. 

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